a isto se chama um muito - muito - bom videoclip.
a isto se chama um ataque de saudades.
a isto se chama vontade de fazer amor.
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a liberdade está a passar por aqui
a isto se chama um muito - muito - bom videoclip.
a isto se chama um ataque de saudades.
a isto se chama vontade de fazer amor.
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publicado por sem-se-ver em 15:04 1 comentários
etiquetas: gotan project, música latina, vida minha vida
publicado por sem-se-ver em 17:22 3 comentários
etiquetas: fotografia, fotomusicário, música, olafur arnalds
(é tão bom quando outros o fazem por nós...)
laura abreu cravo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção por casais homossexuais.
vão lá e voltem.
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já foram?
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ok.
então:
1. não parto da posição de que a autora partiu - sempre fui a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
2. muito menos tive reticências quanto à adopção por casais homossexuais.
3. acrescentaria, à argumentação jurídica sobre a qual não há nada a objectar (e por isso os movimentos contra a consagração deste direito pela Assembleia da República deitam unicamente mão a questões de ordem moral - a deles - e cultural - a deles -, na impossibilidade de utilizarem justificações de carácter legal e, ainda mais, constitucional), que não se trata só de não ter lógica referendar um direito de uma minoria (como o nome indica, minoritária face à maioria dos eleitores), mas sim de, como disse heloísa apolónio, os direitos serem outorgáveis e atribuíveis, não referendáveis. de outra maneira, e por exemplo, as mulheres continuariam sem direito ao voto...
4. não subscrevo a afirmação final («Não foram educados por homossexuais. Oxalá tivessem sido.») - nada me/nos garante que uma família homossexual dê melhor educação do que uma heterossexual. mas o inverso também é verdade - nada me garante que uma família homossexual dê pior educação do que uma heterossexual. porque tanto uns como outros são PESSOAS. e há PESSOAS que são boas educadoras, e há PESSOAS que não o são. se não existe qualquer superioridade moral dos heterossexuais, por o serem, igualmente não existe qualquer superioridade moral dos homossexuais, por o serem. a superioridade moral, meus caros, pertence a quem a tem. e de certeza absoluta que não é por razões de orientação sexual que ela é obtida, mas sim de educação, valores e integridade que têm a ver com a estatura moral, ou falta dela, que cada um de nós, PESSOA, tem. fazer sexo e com quem tem imensíssimos matizes e, espera-se, imensíssimas vantagens para quem o pratica, mas, definitivamente, não determina, por si, o carácter i/moral de cada um.
nota:
não lhes será difícil arranjar as 75.000 assinaturas. não se apressem na AR, não...
publicado por sem-se-ver em 21:26 5 comentários
etiquetas: casamento, homossexualidade, política
e pronto.
respirei fundo, arregacei as mangas e, pela segunda vez na vida deste blog, tive que refazer jukes uma a uma...
deu para:
1. substituir a canção da né ladeiras na juke 'nós por cá'. ficou esta:
a propósito dela, seguir pf este link para o blog do rui g.
2. retirar 15 canções da juke do paolo conte. eram 50, ficaram estas 35:
Alle Prese Con Una Verde Milonga, Azzurro, Blue Haways, Boogie, Chi Siamo Noi, Colleghi Trascurati, Come Di, Dragon, Elegia, Elisir, Fuga All L'Inglese, Happy Feet, Ho Ballato Di Tutto, Il Regno del Tango, Il Treno Va, La Ricostruzione Del Mocambo, L'Avance, Le Tue Parole Per Me, L'ultima Donna, Lupi Spelacchiati, Madeleine, Mister Jive, Molto Lontano, Nessuno Mi Ama, Parole D'amore Scritte A Macchina, Recitando, Sono Qui Con Te Sempre Più Solo, Sotto Le Stelle Del Jazz, Sud America, Tua Cugina Prima Tutti a Venezia, Un Vecchio Errore, Una Faccia in Prestito, Via Con Me e Wanda, Stai Seria Con La Faccia Ma Però.
3. eliminar duas da juke 'all the things you are' - brad meldhau e pat metheny. ficou uma juke mais coerente, ao nível de ritmo e ambiente.
4. eliminar o wagner tiso da juke 'vozes brasileiras por cá' (que o sr nao cantava coisa nenhuma), e acrescentar estas 5, cada um destes intérpretes tendo tido honras de post desde que tinha feito aquela caixa de música:
BR6
>
CéU
Mônica Passos
Mônica Salmaso
Vinicius Cantuária
acrescentei ainda nos títulos das jukes, entre [], o número de temas/canções ou versões que cada uma contém. a mim dá-me jeito, talvez ao possível ouvinte também.
acho que foi isto.
uma questão metafísica: na da música portuguesa, 'nós por cá', devo utilizar intérpretes portugueses que cantam em inglês ou manter-me fiel à pureza da nossa língua?
beijos e abraços. vou ao centro de saúde para que atestem que espirros que atingem o móvel do outro lado da sala exigem permanência em casa.
publicado por sem-se-ver em 17:07 6 comentários
etiquetas: blog meu blog, br6, céu, juke box, mônica passos, mônica salmaso, música brasileira, música portuguesa, né ladeiras, vinicius cantuária
publicado por sem-se-ver em 16:55 9 comentários
etiquetas: blog meu blog
Bave Circus, de Philippe Desfretier, Nicolas Dufresne, Sylvain Kauffmann e Martin Laugero, música de Thomas Miquel, 2008
publicado por sem-se-ver em 11:09 3 comentários
etiquetas: cinema de animação
publicado por sem-se-ver em 11:28 1 comentários
etiquetas: bebe, fotomusicário, fotos minhas, música espanhola, vida minha vida

EUNICE MUÑOZ NO D. MARIA II
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
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HANK JONES TRIOpublicado por sem-se-ver em 09:12 10 comentários
etiquetas: cinema, exposições, jazz, teatro, vida minha vida
"A song by american jazz pianist Marilyn Crispell included on her album Vignettes (ECM, 2008).
The beautiful oniric photos are part of australian photographer Sue Robertson's work called Dreamscapes."
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(trabalho - o seu melhor até agora, na minha opinião - de ricardo ramalho)
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publicado por sem-se-ver em 17:00 2 comentários
etiquetas: fotografia, marilyn crispell, música, outros blogues, ricardo ramalho, sue robertson
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(Ode à Alegria - Schiller -, último andamento da Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven - Presto - Allegro Assai, por Berliner Philharmoniker, Herbert von Karajan, dir, Gundula Janowitz, soprano, Hilde Rössel-Majdan, contralto, Waldemar Kmentt, tenor, Walter Berry, barítono, coro Wiener Singverein, ed. Deustche Grammophon, 1962)
publicado por sem-se-ver em 00:00 4 comentários
etiquetas: beethoven, muro de berlim, música exacta, política
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este
.......
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.(too
ouyt
publicado por sem-se-ver em 18:31 9 comentários
etiquetas: música, nico muhly
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para perto de mim e para nunca.
poema na íntegra aqui
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cd Promise, Vassilis Tsabropoulos, ECM, 2009
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agradeço que me informem se é possível fazer a descarga do disco por mim disponibilizado na juke; creio que não, porque os links das faixas não são públicos; contudo, se por plug-in instalados nos vossos browsers o conseguirem, e porque não é minha intenção incorrer em ilegalidades, retirarei algumas das faixas do cd por forma a que não fique na íntegra; grata pela vossa sinceridade.
publicado por sem-se-ver em 17:10 8 comentários
etiquetas: blog meu blog de poesias completas, juke box, música, poemamusicário, poesia, poesia incompleta, raul de carvalho, vassilis tsabropoulos
(recebido por mail)
publicado por sem-se-ver em 10:55 5 comentários
etiquetas: música
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(estive todo o dia contigo. toda a noite contigo. porque estás sempre comigo: you are my romance.)
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publicado por sem-se-ver em 19:10 7 comentários
etiquetas: brad mehldau, fotografia, fotomusicário, fotos minhas, jazz, vida minha vida
publicado por sem-se-ver em 10:21 2 comentários
etiquetas: cartoon, humor, lisa swerling e ralph lazar, vida minha vida
publicado por sem-se-ver em 09:25 9 comentários
etiquetas: beethoven, daniel barenboim, generosidade, juke box, mahler, musicologia, música exacta, wagner
Cecilia Siqueira and Fernando Lima (Duo Siqueira Lima), Tico Tico no Fubá (Zequinha de Abreu), 8 Maio de 2009
(recebido por mail)
publicado por sem-se-ver em 19:33 10 comentários
etiquetas: música brasileira
publicado por sem-se-ver em 12:07 6 comentários
etiquetas: antónio pinho vargas, música, zeca afonso
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publicado por sem-se-ver em 19:11 6 comentários
etiquetas: cormac kenevey, música, vida minha vida

...(trauteando o chico buarque, claro!)
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...(e tenham lá uma boa semana, oh gente da minha terra)
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publicado por sem-se-ver em 10:51 4 comentários
etiquetas: cartoon, humor, lisa swerling e ralph lazar
publicado por sem-se-ver em 17:25 2 comentários
etiquetas: blog meu blog
sobre a minha relação com o bel-canto expliquei-me aqui.
sobre bartoli nunca me expliquei.
cecilia bartoli é uma mezzo-soprano invulgar. com somente 43 anos, já se firmou, e há muito, como uma das mais expressivas e poderosas vozes de todo o bel-canto feminino. mas mais do que isso, bartoli não se limita a cantar, e muitíssimo bem, seja em récitas, em óperas ou em cd o que escolhe para interpretar. o que bartoli tem de único (corrijam-me os entendidos, que neste campo eu não o sou) é a sua investigação musicológica que serve projectos orientados por uma ideia, um tema, um objectivo.
talvez haja marketing por detrás - só aumentaria a minha admiração por ela.
mas o que há de certeza é uma obra cada vez mais rica, invulgar e interessante.
opera proibita, em 2005, dedicada a árias de óperas que, como o nome indica, foram compostas numa época em que estavam proibidas (pela Igreja); the vivaldi album, em 1999, ou o ressurgimento daquele compositor italiano para além das 4 estações; maria, um tributo à cantora de ópera, mas também compositora hoje quase desconhecida, da época romântica, maria malibran. e agora, deus meu, isto:

estreia mundial em disco de 11 célebres árias para castrados (castrati), muitas das quais nunca mais tinham sido cantadas desde a sua criação. na edição de luxo, um segundo cd com mais três lendárias árias. e um livro com mais de 100 páginas que, além da análise dos temas e da explicação e contextualização históricas deste fenómeno, a um tempo de horror e de sublimidade, inclui um glossário muito completo e ilustrado sobre este fenómeno que ocupou cerca de 300 anos da nossa história e da história da música, nos séculos XVII, XVIII e XIX, e que foi directamente motivado pela proibição religiosa da presença de mulheres nos palcos, incluindo os musicais.
prática de crueldade infinita, ao serviço da arte se colocava o sofrimento físico dos meninos e o destroçar das suas vidas enquanto homens, já não de corpo inteiro, até falecerem. ablação dos testículos feita sem qualquer anestesia, entre os 6 e os 10 anos, na esperança - quase todos eles eram provenientes de famílias muito pobres - de que pudessem vir a alcançar a fama e o estrelato que, todavia e naturalmente, se cingiu a poucos.
dezenas, centenas de milhar de rapazes com a vida literalmente cortada e a quem, se famosos, o público lançava o grito, no final das suas actuações ou das suas árias mais esplendorosas, EVIVVA EL COLTELLINO!. E viva o cutelo, o cutelozinho, a navalha, a navalhinha... há palavras para o horror, para a desumanidade, para a falta de decência condensados nesta exclamação?
prática proibida oficialmente pela Igreja embora muitos tenham cantado para ela ou feito parte dos seus quadros de monges (habitualmente após envelhecerem e nada mais lhes restar senão o convento), os castrati contudo foram presença não só constante mas quase obrigatória nas cortes mais ricas da Europa.
e alguns foram tão célebres que despertavam fenómenos de idolatrização comparáveis a qualquer actual rock ou pop star - ou até mais.
e a voz de todos eles era de um timbre tão especial que nenhuma outra a pode reproduzir. os homens contra-tenores porque cantam em falsete, as mulheres mezzo-sopranos porque são mulheres. os castrados, os eunucos, eram, como chamados na época, homens do terceiro sexo (na mais gentil das classificações). insubstituíveis.
exerciam um poder e um fascínio, também sexual, que desde logo tinha a ver com a sua forçada e anti-natural androginia. vozes celestiais como as das crianças mas com o alcance e o poder que as dos homens contêm, as árias para eles compostas são das de mais difícil execução técnica de todas, com exercícios de virtuosismo vocal que cobre três oitavas de extensão, coloratura interminável, dimensão de fôlego quase sobre-humana, legatos infindáveis... se adicionarmos a isto o luxo dos cenários, figurinos e adereços das óperas naquela altura, compreenderemos melhor quanto perante deuses o público se devia sentir. e porque tantos reis e rainhas e restantes membros das cortes os contaram como seus amantes.
nesta obra, 'bartoli alterna as árias de bravura, cheia de efeitos pirotécnicos [ilustro com Cadrò ma qual si mira, de nos deixar à beira da apoplexia], com as árias lânguidas e lentas, duma tristeza infinda [ilustro com Ombra mai fu, de nos deixar de lágrimas nos olhos]. A cantora tem uma explicação lógica para esta dicotomia: as primeiras reflectem o exibicionismo macho, o grande fôlego dos atletas; as segundas testemunham a tragédia pessoal dos castrati, privados da sua identidade sexual e do seu equilíbrio emocional. São das árias mais tristes de toda a literatura vocal'. (jorge calado, expresso, artigo e entrevista a bartoli que utilizei para este post, bem como as notas incluídas no tal livro que o duplo cd inclui). optei ainda por ilustrar com uma outra ária, de nicola porpora (o principal compositor para e professor de castrati da escola napolitana que foi o universo de trabalho de bartoli) que mescla ambas as características apontadas - Parto, ti lascio, o cara.
as imagens de bartoli utilizadas nesta edição demonstram quanto ela não só é uma mulher inteligente como sente a tragédia de que quer aqui dar conta: no corpo de estatutária romana, de deuses ou homens perfeitos a quem os testículos foram cortados, nesta pele rasgada por fendas que são cicatrizes, nestes corpos mutilados mas que resistem, bartoli condensa visualmente uma história impressionante e figura o imenso respeito que por todos eles devemos sentir. a alguma nostalgia por não os podermos vir a ouvir mais, a profunda alegria que uma moral, finalmente humana, tenha saído vitoriosa contra tais tenebrosos custos da arte vocal.
é com convicção mas também emoção que vos peço que ouçam estas árias. não tenho feito outra coisa nos últimos dias...
Cadrò, ma qual si mira (I shall fall, just as one sees fall) / Parte cader dal monte (part of the rocky summit) / Della sassosa fronte (of a mountain) / Che quant'a lei s'oppone (which strikes and shatters) / Urta, fracasssa e seco (anything in its path) / Precipitando va (causing it too to plummet) // E se non resta oppresso (and if he is not crushed) / Dalla fatal ruima (by that dreadful collpase) / Sente dalunge anch'esso (the terrified sheperd) / Attonito 'l pastore (also hears from afar) / Lo strepito del colpo (the noise of the fall) / Ch'impallidir lo fa (at which he growns pale)
Ombra mai fu (never was the shade) / Di vegetabile (of any plant) / Cara ed amabile (sweeter, dearer) / Soave più (more aggreable)
Parto, ti lascio, o cara (I go, I leave you, o my love) / Ma nel partire io sento (but, as I leave, the torment) / Troppo crudel tormento (I feel is too harsh) / Non sarà tanto amara (the pain of death itself) / La pena del morir (will be less bitter) // Perfide, stelle ingrate (cruel, faithless stars) / Se non volete, oh Dio (if, O god, you will not) / Aver di me pietate (take pity on me) / Non date all'idol mio (do not impose such) / Si barbaro martir (dire suffering on my beloved)
publicado por sem-se-ver em 17:22 13 comentários
etiquetas: castrati, cecilia bartoli, música exacta, o'pera
[incluível na rubrica 'senhoras para se ter debaixo (de ouvido, claro, que este é um blog respeitável)']
há encontros assim: que nos fazem parar. e virar o pescoço à passagem. e perguntarmo-nos: quem é?
publicado por sem-se-ver em 15:14 2 comentários
etiquetas: jazz, laïka fatien
paulo furtado anda por aí desde 2002 num trajecto solitário e muito original: blues e rock feitos e tocados em locais não propriamente underground mas definitamente alternativos, vincam um som arranhado e poderoso de guitarra eléctrica, harmónica, bateria e voz. todos num só: ele mesmo no seu alter-ego artístico - the legendary tigerman.
not my cup of tea, impossível contudo ficar indiferente a:
femina: paulo furtado e as mulheres, como mulher, com as mulheres.
capa que concentra e explica todo um projecto interessante e humilde: «Eu acho que os homens não conseguem cantar as mulheres», confessa Paulo Furtado. «Acho que somente conseguem cantar uma certa imagem da mulher». E por isso, Paulo pediu-lhes que cantassem para ele as seguintes meninas: Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Lisa Kekaula (The Bellrays), Cláudia Efe (Micro Audio Waves), Phoebe Killdeer (Phoebe Killdeer & The Short Straws), Mafalda Nascimento, Cibelle e o Cais do Sodré Cabaret.
seleccionou temas alheios, escreveu outros a pensar nelas, para cada uma criou universos diversos, com cada uma gravou de diferente maneira e eis que o resultado é uma obra muito consistente e, surpreendentemente, homogénea; na diferença existente entre vozes e estilos tão díspares, Femina surge como Tigerman em todo o seu esplendor. o que não deixa de ser curioso: o que estas mulheres cantam são as mulheres de tigerman. tigerman é assim femina. tornado mulher pelas mulheres que o cantam.
(gosto desta ideia)
escolhi este brinquinho, que me parece exemplificativo do ambiente geral do cd:
encontram mais brinquinhos na página do artista.
publicado por sem-se-ver em 14:27 2 comentários
etiquetas: legendary tigerman, maria de medeiros, música
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quanto a 'where do you start', ou não conhecia ou foi como se não a conhecesse: é uma canção lindíssima. e barbra usa o tom certo para ela - o de nos fazer suspirar que todas as rupturas pudessem ser assim. sem mágoa.
(e, agora sim!, yuppi que andava há que tempos para perceber como o fazer!, um audio player MUITO LINDO!! muita cabeçada na parede e 37 euros depois, ei-lo!! :-)))))
publicado por sem-se-ver em 22:55 13 comentários
etiquetas: barbra streisand, música
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ide, ide ver
este magnífico post
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publicado por sem-se-ver em 22:39 5 comentários
etiquetas: música, outros blogues
publicado por sem-se-ver em 19:30
etiquetas: fotografia, fotomusicário, jazz, stan getz, vida minha vida
bute fazer uma petição para algo semelhante cá nos nossos burgos?
uma boa semana para todos :-)
publicado por sem-se-ver em 10:29 2 comentários
etiquetas: música
Trabalho de Hype & Ranho
publicado por sem-se-ver em 17:15 6 comentários
etiquetas: humor, maitê proença, portugal no seu melhor
(fazendo um bocadinho de humor negro, tendo em conta o outubro que tem estado, este post teria dado também para sinalizar o blog action day '09 - climate change...)
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segundo sugestão do meu mano-do-costume na caixa de comentários da juke apresentada neste post, duas novas entradas; pena só que não vislumbre, como contraponto a elas, mais duas versões vocais que lhes possam fazer jus - isto porque pretendi naquela juke emparelhar interpretações mais ousadas do tema em causa.
(veremos, veremos...)
Sidney Bechet (ss) com Meade Lux Lewis (p), Teddy Bunn (g), Johnny Williams (cb) e Sidney Catlett (b), Nova Iorque, WMGM studios, 8 de Junho de 1939
Stan Getz (st) com Gary Burton (vib) Chuck Israels (cb) e Joe Hunt (b), álbum Getz Au Go Go, "Cafe Au Go Go", Greenwich Village, Nova Iorque, 22 de Maio de 1964
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publicado por sem-se-ver em 12:48 0 comentários
etiquetas: 'summertime por cá', george gershwin, jazz, juke box, sidney bechet, stan getz
publicado por sem-se-ver em 12:21 2 comentários
etiquetas: brasil no seu melhor, humor
pois um electrodoméstico que se preze tem dois anos de garantia!
tstststs
Submarinos comprados pelo Estado têm 1 ano de garantia
hummmm... então e depois?!?
depois,
Quando o período de garantia passar, o consórcio alemão GSC fica obrigado a prestar apoio durante 30 anos.
ah! assim está bem! okok
mas!,
Pela manutenção técnica dos navios, o GSC vai receber cerca de cinco milhões de euros por ano.
(daqui)
(se fosse anedota até tinha piada)
publicado por sem-se-ver em 11:52 0 comentários
etiquetas: política, portugal no seu pior

publicado por sem-se-ver em 17:23 4 comentários
etiquetas: desenhos animados, friz freleng, henri mancini, pantera cor-de-rosa
publicado por sem-se-ver em 18:42 15 comentários
etiquetas: agustina bessa-luís, aniversário, literatura portuguesa, tributo
(mais informações aqui)
trocado em miúdos:
1. uma iniciativa com sentido: utilizar a web para acções conjuntas e com objectivos elevados
2. fazer parte de uma comunidade com milhares de pessoas de todo o mundo que sinalizam as suas preocupações face a problemas efectivamente planetários
3. faz bem.
4. mesmo quando dói:
Advertising Agency: Ponto de Criação / Fluor, São Paulo, Brazil. Creative Director / Copywriter: Guto Araki.
Art Director: Reinaldo Pina. Illustrator: Tribbo Post. Photographer: Ricardo Carvalho. Audio: Comando-S.
publicado por sem-se-ver em 14:06 4 comentários
etiquetas: blog action day 09, o mundo no seu melhor, o mundo no seu pior, publicidade
QUEM É QUE DIZ QUE O PORTUGUÊS É COMPLICADO ???
Para pararem de dizer que a Língua Portuguesa é complicada...
*ler em voz alta*
Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?
E agora em inglês:
Three witches watch three Swatch watches. Which witch watchES which Swatch watch?
Hum... Foi fácil? Então agora para os especialistas:
Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?
E agora em inglês:
Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watchES which Swiss Swatch watch witch?
Conseguiram?
Não??!! Então pronto! Parem de dizer que a Língua Portuguesa é complicada!!!!
:D
(recebido por mail)
publicado por sem-se-ver em 20:49 5 comentários
etiquetas: humor, palermices
(adoro publicidade criativa :-)
publicado por sem-se-ver em 20:38 0 comentários
etiquetas: 'my favorite things', julie andrews, música, publicidade
EHEHEH
IHIHIHI
OHOHOHOH
AHAHAHAHAHAH
MAS... MAS... QÉ QÉ ISTO?? QUE INSULTO É ESTE??? PEDIDO DE DESCULPA JÁ!!!!!
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1. país que não sabe rir de si próprio é país doente.
2. país que só admite rir de si próprio se for o próprio a proferir a chalaça, é país esquizofrénico.
3. maitê proença exibe preconceitos contra o país-"imão" naquela brincadeira (cujo único mal é não ter grande, ao alguma, graça) para o programa 'saia justa'? têm todos os brasileiros, e nem costumam ser tão meigos - ela diz que somos 'esquisitos', eles normalmente costumam apelidar-nos directamente de 'burros'; é novidade que estamos para o anedotário deles como os alentejanos estão para o nosso? não, pois não? então? qual a razão deste melindre todo, salvo ser saloíce e patriotismo parolo da pior espécie?
4. a preconceito, estúpido como qualquer preconceito, respondemos como virgens púdicas, ofendidas e chauvinistas? melhor faríamos estar quietos, pois não só caímos no ridículo (já caímos aliás) como damos mais argumentos a quem nos encare com arrogância paternalista. uma reacção com as proporções inimagináveis que esta tomou (vandalização do perfil dela na wikipedia, criação de um grupo de 'ódio anti-maité proença' no facebook, petições a correr na net exigindo pedidos de desculpa ou que ela seja considerada persona non grata em portugal!) só pode estar a ser recebida com total estupefacção, seja pela visada, seja por qualquer pessoa de bom-senso.
5. aliás, tal como ela, e muitos como eu, 'vá entender' que salazar tenha sido escolhido como o mais ilustre e importante português da nossa História.
6. e ainda, tal como ela, e muitos como eu, pasmo com a péssima qualidade de serviços, praga nacional (ela não teve em hotel de 5 estrelas quem lhe prestasse apoio informático, eu não tive quem me prestasse serviço de quarto - limpeza do chão da casa de banho - às 22h, em estabelecimento de igual "categoria").
7. quanto ao resto, a srª é pateta e ignorante. mas mais patetas e ignorantes somos nós por fazermos deste episódio, decorrido em 2007 por parte de uma figura que, embora pública, não é política (o que deveria ajudar-nos a perspectivar a gravidade, ou falta dela, do ocorrido), um caso nacional e diplomático.
sim, leram bem, diplomático: a embaixada do brasil em lisboa já veio lamentar o video de maitê proença.
portugal - mais uma vez se comprova - ensandeceu.
(enquanto estes folclores decorrem, continuamos a ser f*** por tudo quanto é sítio a nível político, económico, cultural e social. mas isso são minudências face a esta afronta nacional:
evidentemente)
(a pobre coitada até já fez um novo video com pedido de desculpas... tudo isto é tão ridículo... tão pequenino... tão pobrezinho... tão palerma... tão mesquinho... tão rasca.)
publicado por sem-se-ver em 14:54 6 comentários
etiquetas: maitê proença, portugal no seu pior