Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Photobucket

por onde passaste tu
que não soubeste passar?



poema na íntegra aqui


foto (Porto) s/ind de autor

Domingo, 5 de Julho de 2009

a propósito de tó trips, responsável pelos posts antecedentes

Photobucket
Tó Trips, Esmoriz, in Guitarra 66, 2009


(é a minha última descoberta na música portuguesa; bastou esta ressonância de carlos paredes para me ter agarrado pela alma)

a propósito de dead combo, quem o antecedeu

(aqui, sem sombra de dúvidas, cronologicamente)



Belle Chase Hotel, Fossanova, in Fossanova, 1998

a propósito de norberto lobo, quem o antecedeu

(pelo menos, na minha linha de conhecimento de ambos)


Dead Combo, Quando a alma não é pequena, in Vol II, 2006

a propósito de tó trips, quem o antecedeu

(pelo menos, na minha linha de conhecimento de ambos)


Norberto Lobo, Mudar de bina, 2007, filme por Branca Bastos e Margarida Lucas, 2008

uma menina bem disposta

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esta
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Sábado, 4 de Julho de 2009

and the livin' is easy III

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Jim Morrison (v), Ray Manzarek (k), Robby Krieger (g) e John Densmore (b), in Live in Boston


com McCoy Tyner (p), Steve Davis (cb) e Elvin Jones (b), in My Favorite Things

(este é um dos clássicos absolutos que escolhi... e, quanto aos Doors, tudo o que eles fizeram se tornou um clássico no rock, a bem dizer: é um som inconfundível, o deles.)


(fazendo jus à estação, hoje posso - finalmente! - ir de novo à praia!)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

bom fds :-)


Bobby McFerrin, My favorite things, Copenhaga

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

ah pois é, ambrósio! pensavam que já não havia mais motivos para petições? eis outra!!

recebi por mail, assinado por um Zé que não faço ideia quem seja, mas que desde já saúdo pelo alerta: tudo o que implique o abate de árvores deixa-me à beira da agonia!!

Está em curso há algum tempo a requalificação do Pavilhão Rosa Mota [ex-Palácio de Cristal, no Porto]. Sabendo-se da sua actual desadequação para as exigências de eventos significativos em áreas como o desporto, música ou organização de congressos, é de louvar que se tente modernizar um espaço tão importante da cidade. Contudo, e à imagem do que já tantas vezes aconteceu em projectos "de arquitecto", a proposta já aprovada na CM Porto implica a existência de mais obra edificada nos jardins do Palácio, o que arrasará o histórico lago (qualificado pelo arquitecto como um "charco") e porá em risco o arvoredo circundante [em sua substituição está pensado um 'espelho de água'].


antes de continuar a citar o mail, eis a razão que me fez dar pulos (fotos de 2000 e 2004, via, mais aqui)






link da explicação do projecto, em que o sr arqº josé carlos loureiro, responsável, há 57 anos, pela destruição do palácio de cristal para dar origem ao actual pavilhão, foi agora chamado por rui rio para destruir aquilo que, nas palavras do arqº, não passa de um charco.


chamo igualmente a atenção para o post que paulo araújo, do blog dias com árvores, fez sobre o assunto, onde exprime a sua opinião negativa sobre este projecto de uma forma que me pareceu muito sustentada, e no qual disponibliza a imagem do actual projecto:

como se vê, construir-se-à um novo edifício, baixo, no lado do pavilhão onde se localiza o actual lago e arvoredo, com o bendito (!) espelho de água entre ele e o restaurante...

retomando o mail:

Numa altura em que a preservação do ambiente e das marcas únicas que conferem orgulho e qualidade de vida às populações está cada vez mais enraizada na sociedade, é com espanto que assisto ao silêncio da cidade perante este assalto ao seu património, exemplificado de forma sublime na destruição de um lago para construção de um espelho de água. algo que, tal como aconteceu na reformulação dos Aliados, tornará o Porto uma cidade menos orgânica, mais igual às outras e mais "asséptica".

Tal como aconteceu no caso do Coliseu do Porto e do Mercado do Bolhão, só a consciência cívica e a união dos portuenses [e dos portugueses em geral, acrescento eu] poderá travar esta destruição de algo que é de todos. Como tudo na vida, as cidades também devem evoluir, mudar, mas nunca através do desrespeito dos seus símbolos.

Foi criada uma
petição online dirigida à CM Porto para que haja algum decoro neste projecto, que, para cúmulo, fará com que a cidade continue a perder património e competências, já que a autarquia apenas deterá 20 % do futuro espaço.

Peço-vos que assinem a petição caso concordem com a mesma, porque a cidade onde vivem e que amam faz parte da vida de todos e não é propriedade de gestões camarárias ou arquitectos paisagistas.



eu também vo-lo peço.

ah pois é, ambrósio! pensavam que já não havia mais motivos para petições? eis uma!

(também será na fogueira??)

Verificando-se que editoras nacionais estão a proceder à desativação comercial dos livros não esgotados mediante a sua destruição, e que esta hipótese é igualmente contemplada pela editora do Estado português, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO considera isto um escandaloso crime de lesa-património, que vai fazer desaparecer muitos milhares de volumes preciosos da nossa cultura que, apesar do seu valor, não tiveram sucesso comercial junto do grande público.

Perante esta situação, o MIL apela a todos os cidadãos que assinem esta petição, exigindo que as editoras nacionais, e em particular a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, não destruam as obras em questão, oferecendo-as antes às bibliotecas, escolas e centros culturais nacionais, aos leitorados de Português e departamentos onde se estude a Língua e a Cultura Portuguesas nas universidades estrangeiras, bem como às universidades e centros culturais dos países lusófonos [e bibliotecas escolares desses mesmos países, acrescento eu]. Para tanto, os Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (este através do Instituto Camões), bem como a TAP AIR Portugal, devem-se articular com as Editoras na estratégia da distribuição e transporte dos livros a nível nacional e internacional.

Em vez de se destruir património precioso e insubstituível, esta é uma óptima oportunidade de se prestar um serviço à cultura e à educação nacionais, bem como de promover a cultura portuguesa no espaço lusófono e no mundo, tarefa por todos reconhecida como fundamental na qual o Estado não se tem empenhado devidamente.



ASSINAR (certo? certo!)

como todos, como ninguém

como todos:

não vou pra nova.

(recebi carta do automóvel club de portugal a recordar que tenho que revalidar a carta de condução por motivo dos 50 aninhos que se aproximam vorazes; simpaticamente prestar-me-ão todo o apoio para confirmar esse facto; o médico atestará a idade e respectiva condição física; conclusão - o estatuto de cinquentenária vir a ser oficial em breve não ajuda ao meu bom-humor)

como ninguém:

não chego a velha.

(fumo desalmadamente: compro um volume de tabaco de 5 em 5 dias; fumo o carinhosamente por mim chamado de 'português suave amarelo'; esqueci-me do último volume que adquiri no lancil de uma loja onde estive sentada a falar ao telefone; passados uns bons 10 minutos, quando me lembrei e voltei ao local, ainda lá estava; conclusão - ser a única a fumar desta marca no algarve não ajuda à minha saúde)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

dos poderes divinatórios da música. do acaso. da música ocasional.

não se faz, mas... eu bati-me a que me passassem esta corrente!!

tinha-a encontrado na menina limão e achado uma curte. mas ela convidava comentadores anónimos, o que não era o meu caso...

assim, quando verifiquei que uma das múltiplas não se tinha feito rogada, mandando bugiar as regras e levado para o blog delas a corrente, chorei na caixa de coments que alargasse o desafio não só às suas colegas blogueiras mas também aos seus comentadores assim como moi! e... ela aceitou :-)

donde, agora não sei como fazer para passar isto! nem sei a quantos é, nem me parece bem enviar para blogs... pois que não a recebi de nenhum, a bem dizer!

pelo que ficamos assim combinados: vamos estraçalhar por esta vez a cena dessa regra do se-ninguém-me-passar-não-posso-fazer-buá? e considerem-se todos desafiados! façam no vosso blog (mas avisem-me ok?) ou publiquem os vossos resultados nesta caixa de comentários, até mesmo em post aqui! é só manifestarem esse desejo que com todo o gosto o cumprirei. mas se não estiverem com um ataque de adolescentite aguda como eu, amigos como dantes. :))

ok.

Regras:

1. coloque o seu itunes / ipod / mp3 / nokia 5610 xpress music (cof cof) no sistema de audição aleatório;

2. para cada uma das questões, pressione o botão de andar para a frente para obter a resposta;

3. DEVE ESCREVER O TITULO DESSA CANÇÃO/DESSE TEMA POR MAIS DISPARATADO QUE PAREÇA!


IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY?
If I were a bell (Molly Johnson)

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?
Early autumn
(Joe Lovano)

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?
What is this thing called love (Solveig Slettahjell)

WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?
As rosas não falam (Daniel Mille)

WHAT IS YOUR MOTTO?
Arrabal (Gotan Project)

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
Alexander's ragtime band (Sujeito a Guincho)

WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN?
You are my sister (Antony & The Johnsons)

WHAT IS 2+2?
Spleen (Richard Galliano)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
My beautiful sinking ship (Devics)

WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?
Barquinho (Elis Regina & Toots Thielemans)

WHAT IS YOUR LIFE STORY?
Let there be love (Silje Nergaard)

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
Poppy (Zee Avi)

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
Live long (Kings of Convenience)

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
Make-Out King (Eleni Mandell)

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?
The gentle rain (Freddy Cole)

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
Serenade (Emiliana Torrini)

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?
Tango (Cristina Branco)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?
Celeste (Paolo Fresu & Uri Caine)

WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?
Parole incerte (Chiara Civello)

HOW WILL YOU DIE?
Why should I care (Diana Krall)

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
Someone to watch over me (Keith Jarrett)

WHAT MAKES YOU LAUGH?
Into each life, some rain must fall (Dianne Reeves)

WHAT MAKES YOU CRY?
Changes (Susanna & The Magical Orchestra)

WILL YOU EVER GET MARRIED?
A hold of you (Lambchop)

WHAT SCARES YOU THE MOST?
Retrato em branco e preto (Arthur Nestrovski)

DOES ANYONE LIKE YOU?
Pista 10 (Declan Debarra)

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?
I'm old fashioned (Stacey Kent)

WHAT HURTS RIGHT NOW?
Passing on the stairs (Elysian Fields)

WHAT WILL YOU POST THIS AS?
La hierba canta (Lonely Drifter Karen)


vá, agora é a vossa vez. isto é super louco! (e muitas, demasiadas vezes arrepiante!!) verdadeiro oráculo dos tempos modernos, realmente :-)

e viram como eu resisti a fazer comentários ao que me ia aparecendo como resposta? portei-me mesmo bem!!

(roidinha para os fazer, isso sim!!!)
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(e claro que já estou com as pontinhas dos dedos cheias de formigueiro para fazer uma juke disto...)

comprem este cd

The Navigator (Carlos Bica). 2009
apaixonei-me por ele no concerto.
percebem porquê?

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

e eu sabia, sabia, sabia, que não devia ter falhado

«No ano passado, o Centro Cultural de Belém e o Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, organizaram um ciclo de conversas, filmes e três peças: a estreia nacional de "Nefés", sobre Istambul, "Masurca Fogo", feita a partir de uma residência em Lisboa em 1998 e apresentada na altura, e novamente "Café Müller".»

só que quando telefonei a reservar bilhetes estava esgotadíssimo...

«Chegam de olhos e ouvidos bem abertos, de veias bem temperadas, atentíssimos aos sinais, às cintilações, aos sons, aos perfumes e às emoções que a cidade lhes for sugerindo. Depois, com as evocações especiais das suas próprias vidas, agora entretecidas pela aragem de Lisboa, acontecerá a tal hora muito rara em que tudo isto e tudo o resto, pela batuta misteriosa do génio de Pina Bausch, ganhará um corpo próprio, uma nova alma. Essa terá por nome: “uma nova peça de Pina Bausch”. Ou outra coisa ainda.»

só que
este ainda está à venda. e não vai falhar. assim uma maneira ínfima de lhe dizer «adeus, obrigada».

«ou será que Deus que criou nosso desejo é tão cruel»

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morreu pina bausch

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e isto, sim, é uma perda.

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(título roubado de um verso de uma canção de chico buarque)

"morreu o michael jackson". «ainda bem», pensei eu.

é chocante, a minha insensibilidade? é. mas quem diz a verdade não merece castigo.

tenho andado por aí. na imprensa ou em blogs, voz comum: rei do pop, génio musical, dançarino ímpar, ícone de uma época, fenómeno de massas.

disto tudo, a última.

quanto ao resto, nada. revendo os telediscos, algumas evidências: a música dele continua a não me dizer nada - uma mistura de pop e discosound, completa música de discoteca, para consumo fácil e ritmo simples; os produtos audiovisuais que o sustentaram, de profissionalismo indubitável mas qualidade cinematográfica duvidosa (ficam como testemunho e marco na história da mtv, e só essa a sua importância); não lhe encontro quaisquer marcas de génio (nem pelo possível apuro das suas criações nem pela originalidade ou criatividade delas) mas sim um background fortíssimo, em especial na pessoa de quincy jones; dançava muitíssimo bem, mas também o presley meneava as ancas e disso fez figura de estilo a par de uma revolução na história do rock que não tem paralelo com o que jackson conseguiu; para ícone faltou-lhe a consistência de ter mantido a imagem que o houvera criado; e eu, que quase nada percebo de pop, considero que, exceptuando a vertente comercial que preside ao surgimento de fenómenos de massas deste tipo e de que jakson é exemplo cimeiro, é simplesmente etiqueta fácil apelidá-lo de 'rei' quando prince ou bowie por ali andavam - e continuam a andar.

o meu 'ainda bem' não teve a ver com nenhuma insensibilidade; lamento a sua morte, por ele. era novo. tentava o regresso.

teve a ver sim com uma espécie de sensação de alívio - por ele, e por mim.

por ele, cuja decadência - musical (vide fracasso dos álbuns anteriores, o último em 2001), física (como a morte atesta), mental (era cada vez mais um ser desequilibrado), financeira (500 milhões de dólares em dívida é, mesmo para jackson, dinheiro a mais), pessoal (estava só, perdera o neverland, nunca se livrara das suspeitas - ou das certezas nunca provadas à conta de chorudas indemnizações/luvas aos queixosos - de pedofilia, era um caco a viver à sombra e à custa de glórias passadas, ruína ambulante de si mesmo nas suas breves aparições públicas) cuja decadência, dizia, afigurava-se-me imparável. embora, claro está, infelizmente, por ele, fiquemos sem saber quanto este regresso o poderia efectivamente ser. e, isso sim, é algo que lamento. por ele.

porque, por mim, o alívio do 'ainda bem' exprime a minha profundíssima incomodidade face a alguém que não se deu ao respeito, e que, como tal, eu deixei de respeitar. jackson renegou a sua cor - e o mérito que havia obtido de ser o primeiro ícone negro da cena musical pop mundial evaporou-se com essa sua opção -, mutilou-se plasticamente ao ponto de se ter tornado um freak, manifestava bizarrias que não eram sequer excentricidades, eram reais perturbações psíquicas, uma megalomania galopante desfasada da realidade, um desejo alucinado de ser maior do que si próprio, de permanecer como objecto de culto e que, em geral, agia como um louco rondando os corredores de uma casa assombrada pelos efeitos de um êxito mundial demasiado forte para alguém de estrutura emocional frágil.

jackson já se houvera estilhaçado há muito, muito tempo. foi, realmente, um fenómeno de massas - enlouqueceu-as e foi por elas enlouquecido:


HIStory, 2001



(e termino este post a trautear mentalmente o black or white)

(são lixados, estes fenómenos de massas)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

voltei. de sorriso orelha a orelha, cara de parva e comovida até às lágrimas:


Estação Central de Antuérpia

(vejam primeiro)

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já viram? ok. aqui vai o tratado:

1. porque é música no coração, claro está;

2. porque, de música no coração, é um dos seus mais brilhantes momentos musicais e coreográficos;

3. porque tal momento parece infindável - quando a música, pensamos nós, já terminou, eis que julie andrews lhe repega e a alegria continua;

4. porque tudo isto é a minha infância, no que dela simboliza a felicidade, o entusiasmo e o deslumbramento:


The Sound of Music (1965), de Robert Wise, música de Richard Rodgers com letra de Oscar Hammerstein II

5. porque o que me emocionou foi ter-se utilizado esta mesma canção para um happening fantástico e de sucesso garantidíssimo - basta atentar nos sorrisos dos espectadores e na participação directa de tantos deles -, pela força de uma memória colectiva e de uma torrente musical imparável como esta;

6. porque o que a iniciativa acontecida em antuérpia tem de maravilhoso é ser uma nota dissonante na vida triste, cinzenta e monocórdica de toda a gente.

assim como nós.

tende uma boa semana.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

and the livin' is easy II

porque a dolência é quase obsessiva, porque a voz dela soa estranha no conjunto, porque cita o 'i'm feeling good' no final (no que me pareceu de génio), porque é provocante:


com Kevin Lovejoy (p), John Ellis (t) e J.J. Johnson (b) in Take to the Sky


porque é um duke que não estamos habituados a ouvir, raiando um som free a todos os títulos justificadíssimo na abordagem desconstrutiva do tema mas, igualmente, no libertar de certas amarras estéticas de que outros discos dele, desta mesma época, fazem igualmente jus; duke sempre foi um senhor:


com Aaron Bell (cb) e Sam Woodyard (b), in Piano in the Foreground

se ainda não viu, são só 50'':


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já viu?...
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já conhecia?

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e este pedaço de génio, também?



:-))))))



(daqui, post a 18.06)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

sou como a senhora do carro branco


(recebi por mail, não reconheci o filme)

donde, a receita é simples:

não sejam mal-educados nem me provoquem, OK????

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

il mistero di oberwald - EDIÇÃO PORTUGUESA EM DVD! HURRA!!

CARAMBA! pensava que nunca mais!!

razão de tanta excitação aqui.

teaser, a ver se me percebem:


Monica Vitti e Franco Branciaroli em Il Misterio di Oberwald, Michelangelo Antonioni, 1980

repararam? no trabalho de artificialização da cor? de quanto isso correspondeu ao início de um diálogo que, findo o qual, retoma a cor inicial - a real? de quanto ficamos sem perceber se monica vitti simplesmente imaginou? de quanto uma cena de 4 minutos é movimentada estando a câmera sempre fixa e tendo unicamente 5 planos? de quanto não é só pela musicalidade da língua italiana que um dueto ali acontece, dado que nunca os olhos se fixam um no outro como se uma espécie de bailado de olhares oblíquos melhor atestasse as palavras proferidas? de quanto essa opção reitera o carácter de imaginação que talvez aquele diálogo contenha e, em simultâneo, esclarece o lado impossível de um amor entre uma rainha e o poeta anarquista incumbido de a assassinar? de um amor louco de parte a parte, ainda para mais porque ela o salva de execução, após a tentativa frustrada que ele tinha praticado de a matar, seja porque ama um poema dele, seja porque ama, nele, a semelhança física com o rei que outros já tinham matado? de quanto esta necrofilia latente naquele amor, em todos os amores, pulsa, por antecipação, no amor que se sente e se sente já como prenúncio da sua própria morte?

ah, que irritante ninguém falar deste filme, ah, que irritante ele ter sido um fracasso comercial, ah, que irritante tantos o considerarem como filme menor na filmografia de Antonioni!!

donde, se estiverem sem ideias para a minha prenda de aniversário (afinal falta pouco mais de 2 meses...), não se acanhem. até lá, prometo, não visitarei nenhuma fnac.



(fiz figas quando escrevi aquilo do 'prometo')

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

a maior actriz viva faz hoje 60 anos. a minha menina.

(é ela que canta)

(e não contestem, porque ela é mesmo a maior actriz viva. borrifando-me para números como o record das 15 nomeações para óscares ou a catrefada de prémios já obtidos, embora não seja dado dispiciendo.

é-o, porque tem tudo o que uma actriz deve ter: elegância, classe, versatilidade, profundidade, total domínio da voz, do olhar, da mímica em geral, mergulho no personagem, inteligência, sensibilidade, detalhe e abertura.

meryl é uma grande mulher, com sentido de humor, digna em cada uma das rugas que ostenta, humilde, solidária, correcta, bem-educada, charmosa. tem uma risada inconfundível. e a capacidade de traçar um estilo e uma carreira ao seu sabor e não aos dos interesses económicos dos estúdios. conseguiu aquilo que muito poucos obtêm ali: reconhecimento e respeito. faz o que quer, quando quer e se quer. e fá-lo sempre espantosamente bem.)


a minha vida seria bem mais pobre sem ela.

muitos parabéns, querida meryl.

and the livin' is easy

ok, penei, mas já está decidido.

contive-me e restaram-me 10.

afinal, com mais 2 instrumentais que descobri posteriormente, tinha de arranjar mais 2 vocais que as acompanhassem.

feitas as contas, 14 versões.

para um dos temas mais célebres e mais cantados de todo o repertório norte-americano, não me parece nada mal.



como toda a gente sabe, é dos irmãos gershwin, george na música, ira nas letras, neste caso acompanhado por duBose heyward; como quase toda a gente sabe, faz parte (inicia-a, aliás) da ópera porgy and bess; como muitos sabem, estreou nos anos 30 (em 35, para ser precisa); como poucos sabem, estreou na europa em 43 mas só em 1976 ela foi aceite nos estados unidos como ópera propriamente dita; como eu e a minha família chegada sabemos, tomei contacto com ela através de um duplo lp do meu Pai, banda sonora do filme que preminger realizou em 1959 - continha fotos e por elas fiquei a conhecer sidney poitier (porgy), dorothy dandridge (bess) e sammy davis jr (sportin' life); como só eu sei, apaixonei-me desde logo por aquela insuspeitada mistura entre a música 'clássica' e os blues e folk americanos: uma ópera só com negros, a sua vida, as suas dificuldades, as suas especificidades, o seu dialecto, num país tão racista como os eua, caramba!, que inovador, corajoso e magnífico!

fazer uma juke com o summertime é pobre de originalidade, no Verão, e corre o risco de aborrecer, tal a música é conhecida.

donde, o meu critério foi usar unicamente versões mais, digamos, inesperadas, seja pelo arranjo, seja pela batida, seja pela instrumentação, seja pela desconstrução. inclui 3 clássicos absolutos, que a seu tempo serão identificados. mas, mais do que perseguir momentos inolvidáveis da história, pretenderá constituir singelamente uma proposta original de abordagem desta obra.

publicarei 2 posts por semana com 2 versões cada - a primeira vocal, a segunda instrumental. em meados de julho podem suspirar de alívio.


começa assim:


com Mike Downes (cb) e Mark McLean (b), in Another Day


com Nguyê Lê (guitarra), Antonello Salis (fender rhodes), Furio Di Castri (baixo) e Dhafer Youssef (voz), in Kind of Porgy and Bess


espero que gostem.


(a propósito, tenho de arranjar maneira de passar aquele duplo lp para cd...)

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....uma boa semana! :-)



....(encontrado aqui)

Domingo, 21 de Junho de 2009

hallelujah, sister!


Dianne Reeves, Summertime, com Billy Childs (p), outros músicos n/ident, Blue Note Festival, 1987

Sábado, 20 de Junho de 2009

deus meu...


Ella Fitzgerald, Summertime, com Tee Carson (p), Keter Betts (cb) e Joe Harris (b), 1968

desde há 2 anos que hesito em fazer uma juke com este tema, por ser demasiado óbvio para esta altura do ano. mas, que se lixe!, vai ser desta. com a promessa que serei muito contida, usando unicamente versões marcantes e, quando possível, originais (no sentido de conterem originalidade).

a propósito:

esta ella mata-me.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

façam/os assim:

vão para a varanda, se tiverem. para o alpendre, ainda melhor. pelo menos junto a uma janela aberta, que a hão-de arranjar. apaguem as luzes, que a do luar vos sustente. olhem as estrelas, também os planetas. bebam algo, se gostarem, fumem repousadamente, se preferirem, ou ambos, se for o caso. dêem a mão, unam os lábios, se a sorte de tal companhia tiverem. dêem a mão, unam os lábios, recordando o vosso bem-querer se longe ele estiver. mas fiquem em silêncio, e em silêncio continuem, quando esta música tocar.


com Houston Person, st, Lafayette Harris Jr, p, Chip Jackson, cb e Willie Jones III, b, in A Song for You, 2009

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até amanhã.
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há coisas do arco da velha... descobri, através do blog 'entre as brumas da memória', que o chico buarque faz anos hoje!!!

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65!!
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meu lindinho... 65 anos, já. parece impossível...
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(eu cá juro que não acredito em cenas para-qualquer-coisa, mas que foi uma coincidência e pêras, lá isso foi...)
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cara e coroa

vantagem do Verão

dormir completamente nua, nem lençol por cima ter, janela e persiana abertas, porta escancarada


desvantagem do Verão

tudo isto se revelar inútil para combater o calor


conclusão que é pressuposto

sou uma mulher quente


observação

liga com o post anterior








(questão

por que vives tão longe?)



(não, não me refiro ao chico buarque!)

o que será, à flor da pele?

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será o homem da minha vida






notas:

1. esta é a segunda versão da canção 'o que será', muito menos conhecida que a primeira, também na companhia de milton nascimento, e que fora incluída no álbum de 1976, meus caros amigos

2. foi composta (recomposta, mais propriamente) a letra para o filme de bruno barreto, adaptação do romance homónimo de jorge amado, dona flor e seus dois maridos, também em 1976

3. por esta razão se verifica e confirma, mais uma vez, a inteligência de chico buarque (e toda a sua mestria enquanto poeta), quando a re-escreve assim:

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo


4. este momento televisivo é delícia pura e completa: pela cumplicidade entre os dois, pela beleza dos dois, por chico buarque ser, à época, o homem mais bonito, mais giro, mais charmoso, mais malandro, mais sensual, mais cativante, mais apaixonante e tudo e tudo e tudo que deus ao mundo deitou.

5. liga com o post seguinte.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

uma distinta lata ou de como ficar enojado logo pela manhã

José Sócrates ontem à noite, na SIC, (...) fez questão de afirmar que o que o distingue de Manuela Ferreira Leite é a "função social do Estado", já que, sublinhou, o PSD defende "a privatização de áreas sociais". - pois claro está, o governo PS não o defendeu nem o praticou neste mandato! Não não não!

O primeiro-ministro (...) não pediu a maioria absoluta, sublinhando, porém, que "os portugueses sabem que o PS nunca abusou do poder". - esta é para rir ou para chorar?... Abusos de poder? Deste governo do PS?? JAMÉ!

"Deixámos instalar a ideia de que fazíamos reformas (...) que agíamos contra classes profissionais", apontou como erro. - ahhhhh o erro foi deixar instalar a ideia de que agiram contra classes profissionais, não o de terem agido contra classes profissionais! Sim, Sr Primeiro-Ministro, tudo entendido!

A maior parte da entrevista, conduzida em tom de serenidade por Ana Lourenço, mostrou um Sócrates que procurou repetir o argumentário de defesa da sua governação. Assim, enumerou as reformas da educação exaustivamente, lembrou o investimento do Alqueva e a preocupação com as contas públicas, para considerar que a crise internacional escondeu a justeza das reformas por si conduzidas. - naturalmente! que inconveniente, esta crise internacional, ou melhor, que conveniente, hein??

Quanto ao TGV, justificou o adiamento da assinatura de contratos para depois das eleições com o facto de um próximo governo ter a "legitimidade refrescada" e frisou que "o Presidente da República aplaudiu aquilo que é o escrúpulo democrático do Governo". - ah, não foi pelos resultados das eleições... hum hum... até há um mês atrás a decisão estava tomada e era irreversível, e eis senão quando faltavam sensivelmente o mesmo número de meses para haver eleições legislativas, mas agora é que se lembrou do escrúpulo democrático... ah, como lhe fica bem!

Público de hoje, artigo de São José Almeida

vou ali vomitar e já volto.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

porque nem só de tecnocratas é habitada

um fds destes pego em nós e vamos até lá.

acho que estou a precisar de arranjar um cão

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(não se preocupem demasiado, já passa: assim que me lembrar da responsabilidade que acarreta, do trabalho que dá, das despesas que provoca e da dor que nos deixa, quando se vai.)
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

et voilà!, um post todo catita

Photobucket

Bill Evans, Just You, Just Me

o graffiti é uma arma

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na Graça, em Lisboa
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(recebido por mail)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

faço minhas as - lindas - despedidas. até amanhã, durmam bem :-)

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Lou Reed, Goodnight Ladies

agora umma outra puxa-me pro lado do lentito. estas minhas comentadoras matam-me!

agora vou jantar.

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(este foi síndrome de twitter)
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(tenho uma reputação a defender) ando assim num ritmo lentito, hem veijos?! (III)

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Muse, Feeling Good


yeah!!



(mas não é cá por - outras - coisas, temo que este deite a minha reputação abaixo de vez!!)

(tenho uma reputação a defender) ando assim num ritmo lentito, hem veijos?! (II)

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Buddy Rich VS Animal - Muppetshow, 1978


e toma, pega e embrulha outra vez!!



(e este tinha para pôr há anos...)

(tenho uma reputação a defender) ando assim num ritmo lentito, hem veijos?!

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Irish Tap Dancing (Best show in 2007) Riverdance


toma, pega e embrulha!



(este andou por aí em mail. será que já o tinha posto? :S

Domingo, 14 de Junho de 2009

(esta miúda parte-me toda)

(ando há meses para dizer isto)

(sobre esta música em particular)

(do último álbum dela)

(que eu gosto muito)

(tal como gostei do anterior, tão diferente)

(e do primeiro dela, semente dos seguintes)

(mas é tão sempre ela)

(e só tem 23 anos)

(e já sabe tanto da vida)

(e começou a compôr música para ultrapassar as sequelas de um grave atropelamento que a ia matando)

(há males que vêm mesmo por bem)

(agora vou-me, em silêncio)

(durmam bem)



melody gardot, deep within the corners of my mind, in my one and only thrill, 2009

Sábado, 13 de Junho de 2009

pequena interrupção nas férias cá dentro

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parece que, inspirado
num salmo, é uma oração.

e é.

eu canto-a.


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tu sabes a quem.
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

vou para fora cá dentro. :-)

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até 2ªf!
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

o problema da sucessão de joão bénard da costa na direcção da cinemateca portuguesa, em 3 palavras:

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josé manuel costa
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era isto.

imprensa que fede

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na passada 5ª feira foi encontrado morto david carradine, o actor celebrizado essencialmente pela série televisiva 'kung-fu'.

dadas as circunstâncias da morte, os seus motivos deveriam ter sido reservados e nunca tornados públicos.

o crime de invasão da privacidade está previsto na lei.

o crime de devassa da intimidade está previsto na lei.

pergunto-me que imprensa de MERDA (sem asteriscos, notaram?) é esta que não respeita nem uma nem outra na hora da morte de seja quem for, quanto mais de uma figura pública.

é escusado, irrelevante e dispensável tomar conhecimento que uma pessoa faleceu em consequência de um momento íntimo.

é absoluta, total e completamente nojenta a atitude desta 'dita' comunicação social.

se eu pertencesse à família, colocaria esses f**-da-p** todos em tribunal.


era isto.

ainda sobre as eleições

1. o ps baixou do milhão de votantes - não é sério justificá-lo com estas terem sido 'eleições de segunda' ou o cabeça de lista não ter sido o melhor escolhido.

2. be + cdu conseguiram unicamente menos 184 mil votantes que ps - este que se cuide -, pelo que portugal continua a ter uma maioria de esquerda, agora ideologicamente reforçada.

3. 223 mil votantes optaram pelo voto branco ou por o anularem - não é crível que todos os nulos tenham sido por engano; ambos os tipos de voto terão sido isso mesmo - tomadas de posição que é preciso considerar.

4. a vergonhosa percentagem de abstenção (partimos, nas primeiras eleiçõs europeias em 1987, dos 30% de abstenção para, desta vez, os cerca de 30% de votantes) exprime: desconhecimento; apatia; irresponsabilidade. ou, numa palavra, o estado de m*** a que chegámos.

5. destes resultados não decorre o vencedor nas legislativas, mas uma maior mobilização de todos os partidos para as respectivas eleições; a minha única dúvida é se tal mobilização terá correspondência numa efectiva mobilização do eleitorado.


era isto.

they call it lush life (III)

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molly johnson e joe henderson

+

roberta gambarini e john coltrane

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nova juke-box
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('cause i call it lush life...)

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(juke colocada alfabeticamente em # canções ou temas)

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

recadinho URGENTE

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está tudo a acabar!!!!!!!


OH GENTE DO NORTE, FICAI POR AÍ!

olhem só:



até dia 10, no porto



até dia 24, henrique pousão nos 150 anos do seu nascimento, no porto



até dia 18, nan goldin, em braga



até dia 14, no porto (claro está)



OH GENTE DE LISBOA, FICAI POR AÍ!!


olhem só:



até dia 20, john baldessari - raised eyebrows/furrowed foreheads: part II, em lisboa



até dia 14, rafael bordalo pinheiro - da caricatura à cerâmica



até dia 14, batalha de sombras, mnac-museo neo-realismo, em vila franca de xira
(esta aconselho mesmo, btw)


E NO ALGARVE? NADA!! NADICA DE NADA!! UM DESERTO CULTURAL!! PÉSSIMO TEMPO!! NUBLADO!! VENTOSO!! CHUVOSO!! FRIOOOOO! ATÉ DIA 14!! UMA DESGRAÇAAAA!!!!
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(entenderam ou precisam de desenho suplementar?... :-)

Photobucket

(está quase, amor)
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.tende uma boa semana.
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(como já devem ter percebido, recebi daqueles ppt por mail com fotos de bichoooooos fofinhos. agora, até acabar, tenho o problema do post de 2ªf resolvido :D
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Domingo, 7 de Junho de 2009

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cinematic orchestra, in motion, 1999
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ok. agora a parte que dói: o discurso de vitória do psd. desligando a tv............

condições muito difíceis para o ps, desculpa-se o sócrates. parece aqueles treinadores de futebol que se escusam com o estado da relva.

a avaliar pelas feições sorumbáticas da plateia ps na sala de imprensa, isto foi mesmo uma grande derrota.

benefícios evidentes das campanhas de rua: o bronzeado do vital moreira.

o nem licenciado sócrates vai descer à sala de imprensa daqui a minuto e meio. todos no bloco de partida, ok?

o pc é bestial: consegue sempre analisar pelo lado mais positivo, para si mesmo. problemas de auto-estima, decididamente, não há por ali.

(eia, o sousa tavares com barbas fica um borracho do caraças!!)

estes resultados não catapultam o psd para lado nenhum, como pretende o rebelo de sousa, porque não é o rangel o candidato a primeiro-ministro.

trombas da ministra lulu, afirma o jornalista? e isso é novidade? quanto mais notícia...

a grande vantagem destas eleições: silêncio absoluto no ps. custou, caramba!

(estes intervalos publicitários cortaram-me a pica toda. thank god!, suspiram vocês)

(o céu está lindíssimo) (pausa para contemplação da Natureza)

inacreditável. todas as estações televisivas fizeram intervalo ao mesmo tempo.

a expressão do augusto santos silva diz muito, diz tudo. diz de como estou contente, por exemplo.

os portugueses vêm o psd como alternativa, exclama o arnaut, eufórico. batatinhas: as eleições demonstram que se há alternativa é à esquerda.

e que dizer destes momentos em que as câmeras não têm mais nada para mostrar senão escadarias?

(este último foi consequência de síndrome de tiaaaa)

qual a surpresa quanto ao resultado do cds? o gajo é giro que se farta

hoje morreu de vez a maioria absoluta do ps, diz o ricardo costa. pelo contrário: foi morrendo ao longo do mandato.

(sim, estou com síndrome de pacheco pereira)

é vencedor quem triplica o seu número de deputados? é. e não é. mas é.

o psd não está claramente de volta à luta, como acabei de ouvir, o ps é que está claramente de partida.

mau... tanta abstenção... mas vocês não me ligam nenhuma???

hoje

são as eleições europeias, um boa dia para recordar que a lei das 65 horas de trabalho ou a privatização do acesso à internet, dois exemplos recentes, só não foram aprovadas por causa do parlamento europeu e de toda a pressão cidadã que se fez em torno a estas duas questões. Uma parte cada vez maior da legislação e princípios que nos regem enquanto sociedade, comunidade, indivíduos, é decidido no que hoje votamos. E podemos escolher entre propostas mais conservadoras e fragmentizantes ou propostas que, melhor ou pior, apostam a uma maior igualdade entre todas as pessoas. Com todos os cinzentos e cruzes que existem pelo meio, hoje é um dia importante para definir posições, para definir uma parte muito importante da nossa vida, o mais possível aproximada ao que desejamos.

(roubado daqui, rectificado quanto à data, sublinhado meu)

fica assim em jeito de recadinho... bom domingo, votem bem, beijinhos.